A Irmandade

Devedores Anônimos é uma Irmandade de mútua-ajuda, sem fins lucrativos, de homens e mulheres, que funciona dentro dos moldes de Alcoólicos Anônimos, com a sua autorização. Nela buscamos trilhar o Programa de 12 Passos e as 12 Tradições, a fim de conseguir alcançar a nossa recuperação. Temos reuniões presenciais e on-line onde compartilhamos com outras pessoas, através dos depoimentos, nossas dificuldades em lidar com o dinheiro, sejam elas por: compras compulsivas, endividamentos compulsivos e auto-empobrecimento compulsivo. Nosso Programa é um conjunto de princípios escritos de maneira simples e que podemos praticá-los em nossas vidas, diariamente. O mais importante é que eles funcionam.

Nossa Irmandade não tem subterfúgios, não somos filiados a nenhuma outra organização, não há compromissos escritos, nem promessas a fazer à ninguém. Não estamos ligados a nenhum grupo político, religioso ou policial e, em nenhum momento, estamos sob vigilância. O único requisito para ser membro de Devedores Anônimos é o desejo sincero de parar de fazer dívidas. Não cobramos taxas e nem mensalidades, somos auto – sustentados, através de nossas próprias contribuições, não solicitando e nem aceitando doações de fora. Qualquer pessoa, independente de raça, crença, opção sexual, cultural ou situação financeira pode participar de nossas reuniões.

PAZ E SOLVÊNCIA!

O começo de tudo

Por volta de 1935, nos Estados Unidos, Bill Wilson sentia que todos os seus esforços para se livrar da compulsão pelo álcool eram totalmente inúteis. Encontrando-se uma vez mais internado num hospital, para tratamento da doença, Bill foi informado pelo diretor que o seu mal era incurável e que se tratava de uma doença. Somente um poder superior poderia auxiliá-lo no sentido de interromper a ação devastadora daquela vontade desenfreada de beber. Só seria possível sustar, colocar numa jaula, pois, a qualquer momento aquela fera, não controlada, poria tudo a perder novamente. Bill, após incontáveis tentativas frustradas para abandonar aquele vício, decidiu encarar esta nova realidade. Aproveitou, inclusive, uma ocasião em que se encontrava muito exposto a uma eventual queda para procurar alguém que padecesse do mesmo mal. Veio a conhecer quem viria a ser o co-fundador de A.A. Era Bob, seu companheiro de lutas por longos anos depois.

Em 1967, alguns membros de A.A. entenderam que possuíam, outrossim, acentuada dificuldade no trato com dinheiro. Deram, então, os primeiros passos para a criação de D.A. (Debtors Anonymous). Toda pessoa que tenha inabilidade quanto ao gasto excessivo, ao controle, à organização, à disciplina, e até aquela que tenha desprezo pelo dinheiro, pode ser uma D.A

O que o Grupo de D.A. faz?

Membros de D.A. dividem suas experiências com qualquer um que procure ajuda com problemas de endividamento compulsivo;

O programa de D.A. é proposto em Doze Passos, que proporciona ao endividado compulsivo uma maneira de desenvolver satisfatoriamente uma nova maneira de viver;

Este programa é apresentado nas reuniões de grupo de D.A.: (Reuniões abertas, Reuniões fechadas, Temáticas abertas, Estudos de Literaturas)

Em 1967, alguns membros de A.A. entenderam que possuíam, outrossim, acentuada dificuldade no trato com dinheiro. Deram, então, os primeiros passos para a criação de D.A. (Debtors Anonymous). Toda pessoa que tenha inabilidade quanto ao gasto excessivo, ao controle, à organização, à disciplina, e até aquela que tenha desprezo pelo dinheiro, pode ser uma D.A

O que o Grupo de D.A. NãO faz?

  • Recrutar membros, ou tentar aliciar alguém para juntar-se ao D.A.
  • Manter registro de seus membros ou de suas histórias.
  • Acompanhar ou tentar controlar seus membros.
  • Fazer diagnósticos ou prognósticos clínicos ou psicológicos.
  • Providenciar hospitalização, medicamentos ou tratamento psiquiátrico.
  • Fornecer alojamento, alimentação, roupas, emprego, dinheiro ou outros serviços semelhantes.
  • Fornecer aconselhamento familiar ou profissional.
  • Participar de pesquisas ou patrociná-las.
  • Filiar-se a entidades sociais (embora muitos membros e servidores cooperem com elas).
  • Oferecer serviços religiosos.
  • Aceitar dinheiro pelos seus serviços ou contribuições de fontes não D.A.
  • Fornecer cartas de recomendação a juntas de livramento condicional, advogados, oficiais de justiça, escolas, empresas, entidades sociais ou quaisquer outras organizações ou instituições.

D.A. e a religião

Embora não adotando nenhuma religião em particular, a Irmandade de Devedores Anônimos assimilou e incorporou aos seus princípios básicos, alguns dos ensinamentos espirituais e morais, comuns a todas as denominações religiosas. Profunda, gratificante, e sobretudo inspiradora, foi a assistência recebida pelos co-fundadores de A.A. de parte do Padre Ed. Dowling, da Ordem Jesuíta de St. Lous, e do Clérigo Episcopal Sam Shoemaker, tido como o principal inspirador dos Doze Passos de A.A.

Em todos os países onde se instalaram grupos de A.A., a Irmandade tem encontrado estímulo e apoio por parte dos líderes religiosos local, independentemente da religião predominante em qualquer desses países. A essa regra geral não foge o Brasil, onde até mesmo a grande maioria dos grupos está instalada em salões paroquiais, predominando, como é natural, os pertencentes às igrejas católicas.

A exemplo do que acontece com médicos amigos, também alguns religiosos participam ativamente, dos serviços organizados de A.A., em diversos países.

(extraído do livreto Alcoólicos Anônimos Primeiras Noções para o Público em geral.)

Em 1967, alguns membros de A.A. entenderam que possuíam, outrossim, acentuada dificuldade no trato com dinheiro. Deram, então, os primeiros passos para a criação de D.A. (Debtors Anonymous). Toda pessoa que tenha inabilidade quanto ao gasto excessivo, ao controle, à organização, à disciplina, e até aquela que tenha desprezo pelo dinheiro, pode ser uma D.A

Endividamento compulsivo

  • A Natureza da Doença: Diferente da visão comum de “falta de caráter” ou irresponsabilidade, o endividamento é tratado como uma patologia que afeta a autoestima e a visão de mundo, gerando um sentimento constante de escassez (“não ser o suficiente”).

  • Padrões de Comportamento: A doença se manifesta de várias formas:

    • Gastadores compulsivos: Compram o que não precisam para preencher vazios emocionais.

    • Sub-poupadores/Empobrecidos: Vivem em crises financeiras perpétuas ou negligenciam necessidades básicas (saúde, higiene) por medo de gastar.

    • Evitação: Ignorar contas, fugir de credores e viver em um mundo de fantasias para não encarar a realidade.

  • Consequências: O isolamento social, a perda de saúde física e mental, conflitos familiares e, em casos extremos, pensamentos suicidas e paralisia diante da vida.

  • A Recuperação: O processo começa com a aceitação da própria impotência diante das dívidas (“chegar ao fundo do poço”) e a disposição para seguir um programa de apoio mútuo, focado em evitar novas dívidas e recuperar a dignidade.

Em 1967, alguns membros de A.A. entenderam que possuíam, outrossim, acentuada dificuldade no trato com dinheiro. Deram, então, os primeiros passos para a criação de D.A. (Debtors Anonymous). Toda pessoa que tenha inabilidade quanto ao gasto excessivo, ao controle, à organização, à disciplina, e até aquela que tenha desprezo pelo dinheiro, pode ser uma D.A

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